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Jornal A Voz do Bonfim

Previsão do Tempo

HISTÓRIA DA PARÓQUIA


 O Início 

A Igreja do Parque das Nações foi a segunda da região Utinga, fundada em 1942. Chamava-se Igreja Nossa Senhora da Auxiliadora. O primeiro sacerdote foi o Lituano, Padre Estanislaw Grigaliunas.

A primeira sede foi um antigo centro comunitário lituano situado na Rua Suíça, 851, onde atualmente funciona a escola Etip. Em 1943, a pequena Igreja Nossa Senhora da Auxiliadora, passa a ter um novo Padroeiro, Senhor do Bonfim. O Vigário já era o Padre Fiorente Elena, dos padres calistas, que aqui ficou até o fim do ano de 1946.

A imagem do Senhor do Bonfim foi doada pelos baianos aos paulistas em retribuição à imagem doada pelos paulistas de Nossa Senhora Aparecida, no ano de 1941 e ficou por algum tempo exposta na Catedral da Sé, em São Paulo.

Mais tarde, por ordem do arcebispo cardeal de São Paulo, Dom Carlos Vasconcelos Mota, a imagem foi encaminhada e entregue a igreja mais pobre da arquidiocese de São Paulo, que então era a igreja do Parque das Nações.

O Senhor do Bonfim, aqui chegou, no dia 18/04/1943.

A Festa do Senhor do Bonfim

Seguindo a tradição do povo baiano, o dia do padroeiro era comemorado dia 25 de Janeiro.

Mais tarde, em 1984, por decisão do Conselho Pastoral paroquial - CPP, essa data foi mudada para o dia da festa da exaltação da Santa Cruz, 14 de setembro.

O Pároco era o Frei Benedito Bailo Prado. Assim sendo, comemoramos o nosso padroeiro no segundo Domingo de Setembro.  


O Inicio da Província Franciscana em nossa comunidade.

No final de 1948, dois frades recém chegados da Itália, Frei Vitorio Valentim, que era sacerdote e Frei Marino, irmão religioso.

Tinham o compromisso de abrir caminho para uma missão em terras brasileiras em nome de São Francisco de Assis e de Santo António de Pádua.

No dia 27 de janeiro de 1949, houve a posse do novo pároco na Paróquia do Parque das Nações.

O bispo auxiliar de São Paulo, Dom Rolim Loureiro, se fez presente à  missa para dar posse ao Frei Vitório. 

A Igreja deixa de ser administrada pelos padres diocesanos, e passa a ser Franciscana.


A construção da Igreja e do Seminário do Senhor do Bonfim

O Senhor Francisco Peruche, dono do loteamento do Parque das Nações, se dispôs a doar cinco lotes para nova Matriz do bairro.

Tratava-se de um terreno localizado na rua Oratório, mas insuficiente para comportar o conjunto igreja - seminário - convento, que estava sendo planejado.

Tomou-se  necessária a criação de uma entidade civil para receber a doação e por isso foi fundada no dia 23 de Junho de 1949, a Sociedade Missionária dos Frades Menores Conventuais (Somiframeco).

Então graças à determinação e insistência do Frei Vitório, no dia 09 de dezembro de 1949, estava garantida a escritura de 12 lotes: seis com frente para a rua Suíça e seis com frente para a rua Hungria, 3.749 Metros.

Alguns meses depois, no dia 5 de fevereiro 1950, teve lugar o lançamento da pedra fundamental da nova Igreja, sendo celebrante da Missa Campal o Bispo Auxiliar Dom Antônio Mª. A. de Siqueira.

A Igreja foi erguida com muito sacrifício pelos frades e mediante a colaboração do povo. Houve, de fato, um notável esforço da parte da população local que, atendendo às campanhas lançadas cooperava com doações de tijolos, material de construção em geral e em dinheiro.

Por isso, no final de 1950, exatamente no dia 17 de dezembro, conforme tinha sido programado, foi feita a transferência das imagens, da igreja da rua Suíça, para a primeira parte da nova matriz.

Em 1951 foram levantadas, aos poucos, as paredes laterais e as colunas para receber o telhado. Também em 1951 foi iniciado a construção do convento ao lado da sacristia.

Em 1952 se iniciou as obras do seminário para acolher meninos vocacionados para a vida religiosa Franciscana.

A construção teve início imediato na área existente ao lado do convento e da Igreja. O Seminário foi chamado “Seminário Seráfico Senhor do Bonfim”, lembrando a figura de São Francisco, dito o Serafim de Assis.

O Seminário iniciou suas atividades aos 12 de março de 1953 tendo como reitor responsável Frei Emanuel Brídio e o Frei Giocondo Daminato como auxiliar. No dia 14 de abril de 1957, foram erguidos os sinos da nova Igreja.


Pedra por pedra com esperança de ver Jesus...

Seguindo os passos de São Francisco, Frei Vitório nosso Patrono, nasceu em Tueno região norte da Itália, no dia 03 de Junho de 1908.

Viveu os horrores da guerra durante a sua infância, em 1922, com 14 anos, entrou para o Seminário dos Franciscanos Conventuais, foi ordenado sacerdote no dia 02 de Julho de 1933, padre aos 25 anos, dedicou-se à pregação e ao ministério pastoral em vários lugares, até chegar no Brasil no dia 03 Janeiro de 1949.

Inicia seus trabalhos paroquiais no mesmo ano, na Igreja Senhor do Bonfim, e permanece nesta função até 1956 e, depois, vai para Caçapava, Ubatuba e Itaquaquecetuba.

Volta para Santo André, como vigário das paróquias Sônia Maria em Mauá e da Vila Clarice, em Utinga. Aposentado aos 75 anos, ficou na Cidade dos Meninos, até seus últimos dias. Morreu no dia 23 de Junho de 1996 aos 78 anos.


A HISTÓRIA DA DEVOÇÃO DO SENHOR DO BONFIM:  

Senhor do Bonfim, segundo a devoção católica, é uma figuração de Jesus Cristo em que este é venerado na visão de sua morte.  A devoção a Senhor do Bonfim, começou em Setúbal, Portugal em 1669, mas acredita-se que foi introduzida, desde a conquista dos Cristãos no território em 1217. O culto ao Senhor do Bom Jesus do Bonfim nasceu no Brasil, com a vinda do Capitão de Mar e Guerra, o português Theodózio Rodrigues de Faria, para a Bahia em 1740, quando pontificava na Igreja o Papa Bento XIV, sob o reinado em Portugal de D. João V, e governava a Colônia na Bahia o 5º vice rei. André Melo e Castro, conde dos Galreias. Foi nesse período que o Benemérito Capitão de Mar e Guerra, pela grande devoção que tinha ao Senhor do Bonfim, através da imagem que venerava, trouxe de Lisboa, esculpida em pinho de Riga, medindo 1,06 cm de altura. Pela Páscoa da Ressurreição do Senhor, em 18 de abril de 1745, com grande festividade e à sua custa, o Capitão devoto colocou a imagem para veneração dos fiéis na Capela de Nossa Senhora da Penha de França em Itapagipe .Naquela mesma solenidade, com a presença do arcebispo da Bahia, D.José Botelho de Matos, foi requerida licença e fundada uma irmandade de devotos leigos que, após eleição, passou a denominar-se "Devoção do Senhor do Bonfim". Os objetivos da Devoção que, entre outros, até hoje perduram, tinham como prioridade zelar e manter o culto ao Senhor do Bonfim, filho de Deus. O culto a Jesus crucificado, Senhor do Bonfim, propagou-se e tomou vulto. Grandes romarias, desde então, sucederam-se com freqüência e as notícias de graças e milagres alcançados, corriam por todo Brasil. O Senhor do Bonfim ia aos poucos concentrando a piedade o fervor do povo baiano que passou admirá-lo como seu grande protetor". Espalhando o culto de fé e veneração e aumentando a afluência de fiéis, decidiu o Capitão, junto aos companheiros da Devoção, construir em definitivo uma Capela, que hoje é conhecida como Igreja do Senhor do Bonfim na Bahia.

            

SENHOR DO BONFIM / ILUMINAI-NOS E PROTEJEI-NOS.